Mãe
super sogra
recuperadora de interiores(meu)
procuro viver um dia de cada vez e em aceitação
conciliadora-honesta-sincera-solidaria-
persistente(estou aqui para ganhar). ainda que algumas vezes enfrente o contrario.
Com Deus sempre presente tentando o que Jesus ensinou, meu dia é pleno de Graça.
Estou grata por cada dia.
SEMPRE!
ORAÇÃO DA SERENIDADE
CONCEDE-ME SENHOR.
SERENIDADE para aceitar as coisas que
não posso modificar
CORAGEM para modificar as que posso e
SABEDORIA para distinguir umas das
outras
A minha idade!
É um presente da vida!
Em constante celebração, vou construindo a pessoa que sempre quis ser. Aceitando o que me rodeia, as mudanças do meu corpo, as marcas no rosto, (expressões do vivido), a pele que seca (mas ainda é macia),o cabelo branqueando (prateado brilhante-que tinjo), as artroses, (embora com sofrimento), vivo feliz com tudo isso.
Amo minha vida, a família, os meus amigos maravilhosos, e sinto que não os trocava por nada. Viver neste tempo e conhecer quem conheço e me relaciono permite-me crescer em Gratidão pelo quanto me ajudam na realização da pessoa que sou pelo muito que aprendo com todos.
Com o viver as minhas experiências fiquei mais tolerante comigo mesma, menos crítica das minhas convicções, atitudes e acções, construindo a melhor amiga de mim mesma. Aceito mais e melhor a todos e com isso libertei-me do “saber” o que é o melhor para os outros. Hoje faço o que é bom para mim, o que o meu coração sente e intui, como fico bem comigo mesma, esse bem, exterioriza-se e espalha-se pelos que estão em volta, criando correntes no Universo.
Sinto-me privilegiada e abençoada por ter vivido o que e como vivi (uns partiram, outros não cresceram e outros não evoluíram). Lamento profundamente! Mas em aceitação!
Estou mais livre para: decidir se fico ou vou, faço ou não, quero, como, penso, sinto, desejo… ,dar ou não explicações se o entender, ficar calada, poder estar errada.
Vejo mais o lado positivo das situações, valorizo o que penso sobre mim, e recebo com humildade e de coração o apreço dos outros.
Bem humorada, de cara alegre, riso de criança, sempre que possível, também me permito chorar e sentir tristeza, pela fome e falta dela, os desastres, a impotência perante a força da Natureza, o sofrimento (des)humano e dos animais…..
Hoje : Eu (sou) DEUS AGINDO EM MIM!
Sei que não posso mudar o mundo, mas o mundo pode mudar com a minha mudança.
Viverei enquanto puder, o dia de hoje, da melhor maneira possível, reconhecendo as quedas e tropeços com serena humildade, amando incondicionalmente e mim e aos outros, tal Deus ama para nossa felicidade.
Obrigada a todos, o que sou é também fruto das vossas sementes em mim.
Solidão???
Não,não...enquanto sentir Deus em mim e em vós (como cada um O conceba)
gosto de:
Cozinhar(dos meus cozinhados ninguém se queixa )bordar,ler,cinema,natureza,animais,ser humano.
"SEJA PAI DO SEU FILHO, ANTES QUE O TRAFICANTE O ADOPTE"
CONVENÇÃO DA AP DE FAMÍLIAS ANÓNIMAS
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMÍLIAS ANÓNIMAS
O Intergrupo do Norte, (que reúne no Porto), 14-Grupos de entre ajuda a familiares e amigos de aditos a drogas, álcool e problemas emocionais, informa que a Convenção Nacional da Associação se realizará nos dias 7 e 8 de Novembro em Fátima.
contactar:214538709-917131303
e-mail familiasanonimas@gmail.com
SEJA PAI DO SEU FILHO, ANTES QUE O TRAFICANTE O ADOPTE http://www.youtube.com/watch?v=APR9EBfe21I
São numerosas as tentativas para se compreender o alcoolismo. Muitos autores apontam que as influências ambientais constituem um factor preponderante para a instalação de futuros e/ou precoces alcoólicos. Outros problemas também aparecem na literatura científica vinculados ao abuso de álcool: perdas múltiplas de emprego, reclamações da família, dos amigos e problemas conjugais.
O impacto social do *alcoolismo* inclui tanto a incapacidade individual como o fardo familiar associado à doença, sendo que o álcool normalmente provoca sérias perturbações psíquicas. Altera a capacidade de percepção (dificuldade de perceber as coisas) e a capacidade intelectual (dificuldade de aprender). Prejudica ainda a memória, muda o carácter, estraga a vida afetiva e pode arruinar a personalidade definitivamente.
Metodologia
Aspectos teóricos conceituais sobre as consequências psicossociais do alcoolismo.
Geralmente, o dependente do álcool é incapaz de ajudar a si mesmo a sair do vício. As causas do alcoolismo encontram-se profundamente enraizadas nas complexas necessidades e inseguranças do indivíduo".
O alcoólatra é um indivíduo doente, e também confirmou-se que as classes sociais atingidas pelo alcoolismo, vai desde a classe pobre até os mais ricos e independentemente de sexo ou cor.
Para Alonso-Fernandez (1991), os alcoolistas apresentam os seguintes traços em comum: a vivência da solidão, a desesperança e a imposição do presente anónimo e passivo. No tocante à vivência da solidão, Alonso-Fernandez chama a atenção para a condição de isolamento do sujeito desde a infância devido à omissão do outro, em oferecer-lhe amor. Deste modo, o outro é visto pelo alcoolista como um ser omnipotente e ameaçador que pode e quer destruí-lo, desencadeando, assim, um conjunto de reacções emocionais que nutrem seu sentimento de inferioridade física, psicológica e intelectual, fazendo com que o alcoólico recorra sempre à insinceridade como mecanismo de defesa na sua convivência quotidiana. O sentimento de solidão é devastador e insuportável porque assenta-se no aniquilamento de suas esperanças decorrentes da frustração afectiva.
Quanto à desesperança na personalidade de alcoólicos, ela se funda nos fantasmas de insucessos anteriores e no temor de novas frustrações no presente, fazendo com que o indivíduo sinta que seus projectos de realização pessoal estão condenados antecipadamente ao fracasso, pelo fato de seu passado resguardar muito mais decepções e desenganos do que conquistas. Predomina um estado de tédio e indiferença no qual espera-se nada da vida. Essa indiferença ocorre pela ausência de tolerância às frustrações, remetendo o sujeito ao mecanismo de repressão como forma de defesa por não suportar as tensões emocionais produzidas pela pressão das próprias necessidades individuais ( KOLCK & cols., 1991).
O alcoólico passa, então, a viver estagnado no presente anónimo e passivo sem dispor de perspectivas planificadas que o direccione ao futuro, a um sonho de prosperidade, sujeitando-se à neutralidade e se aprisionando ao estado de desesperança-desengano puro que, em alguns casos, pode até culminar em actos suicidas.
Melman (1993) interpreta o alcoólico como um sujeito marcado por uma insatisfação constante consigo mesmo devido à sua não realização pessoal na sociedade. O sujeito procura no álcool o refúgio para alcançar sua satisfação, pois, sua existência se apresenta, na realidade, permeada por uma sensação de insuportabilidade carregada de sofrimento.
Segundo Justo (1998), predomina na vida do alcoólico o estreitamento da sociabilidade e o enfraquecimento dos relacionamentos interpessoais. Apesar do isolamento social, parte dos alcoólatras mantém algum tipo de vínculo com os familiares e desejos de retorno à vida normal. A associalização decorre da falta de capacidade do sujeito para competir na sociedade em função de repetidos fracassos no mundo social. Snyder (1954) compreende o alcoolismo como uma conduta desviante e, nesse sentido, nos dizeres do autor, os alcoólicos são pessoas anômicas, desorganizadas, vazias, angustiadas, compulsivamente independentes e que desconhecem toda autoridade.
Os problemas relacionados com a saúde, nas pessoas que ingerem diariamente bebida alcoólica, vão além dos problemas sociais, tais como: problemas na integração familiar, no ambiente de trabalho, relacionamento com a sociedade e o comprometimento do organismo como um todo, especialmente estômago, fígado, pâncreas e intestinos.
Para Zago (1994), o alcoolismo é uma busca de soluções para curar as feridas mais íntimas e para preencher o vazio existencial tão presente nos tempos de hoje, entende que, ao concretizar esta sua existência em um contexto social consumista como o que vivemos, as pessoas, lentamente, vão distanciando-se de sua essência, na medida em que percebem que o valor pessoal está atrelado à questão da posse.
Assim, a destituição de bens produz a perda do valor pessoal, a perda da identidade com este contexto e o sentimento de vergonha de mostrar-se por inteiro. Ao mesmo tempo em que ocorre essa super valorização das coisas, avoluma-se o sentimento de incompetência para alcançar tanto aquelas coisas que, nesta sociedade consumista, representa o seu ser, quanto para a busca de soluções a seus problemas.
Distinguidas dos problemas de saúde, as categorias de problemas sociais relacionadas ao álcool incluem: vandalismo; desordem pública; problemas familiares, como conflitos conjugais e divórcio; abuso de menores; problemas interpessoais; problemas financeiros; problemas ocupacionais, que não os de saúde ocupacional; dificuldades educacionais, e custos sociais.